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Dia Internacional da Mulher: as verdadeiras histórias por trás do 8 de março

Socióloga destaca marcos históricos decisivos para a criação da data, um momento de refletir e honrar as mulheres.

Publicada em 08/03/22 às 07:13h - 258 visualizações

Fernanda de Almeida, Forbes


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Dia Internacional da Mulher: as verdadeiras histórias por trás do 8 de março
A professora e jornalista alemã Clara Zetkin, que propôs a criação de uma data para as mulheres  (Foto: ullstein bild Dtl./Colaborador/Getty Images)
Há muitas histórias sobre a origem do Dia Internacional da Mulher. É bastante conhecida a ideia de que a data surgiu em homenagem às mais de cem mulheres vítimas do incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist Company, em Nova York,  mas apesar de trágico e simbólico, o ocorrido em 25 de março de 1911 é posterior a algumas das lutas operárias que culminaram na origem verdadeira. Por conta de todas elas que a ONU (Organização das Nações Unidas) oficializou a data em 1975.

Origem do Dia Internacional da Mulher

Não há um evento específico que explique sua origem: a data nasceu de um conjunto de movimentos no final do século 19 e começo do século 20 contra as péssimas condições de trabalho às quais as trabalhadoras eram submetidas. “As mulheres tinham que trabalhar 16 horas por dia durante seis dias na semana. Elas eram vigiadas para ir ao banheiro e até fora do trabalho. Sofriam um conjunto de abusos e assédio sexual”, explica a doutora em sociologia pela USP (Universidade de São Paulo), professora e jornalista Isabelle Anchieta, autora da trilogia “Imagens da Mulher no Ocidente Moderno”. Tudo isso para ganhar 33% a menos do que os homens – algo que ainda hoje se mantém.

Além de reivindicar “o mínimo de dignidade”, elas lutavam contra o trabalho infantil, já que era comum que até mesmo seus filhos passassem por situações simulares. Mesmo sem explicar a criação da data, o incêndio na fábrica norte-americana trouxe à tona as más condições vividas nas indústrias. No Brasil, operárias também enfrentavam ambientes de trabalho semelhantes. No entanto, as brasileiras não fizeram manifestações tão emblemáticas. “Houve mais protestos de uma elite intelectual de mulheres do que propriamente um movimento massivo, como é o caso dos outros países”, diz Anchieta. 

A professora destaca quatro marcos históricos que foram decisivos para a criação da data: 

1. Mulheres protestam nas ruas de Nova York (1909): Em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York, 15 mil mulheres que viviam em condições insalubres saíram às ruas reivindicando melhores condições de trabalho.

2. Alemã Clara Zetkin propõe a criação de um dia das mulheres (1910): A proposição da data veio em 1910, na Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, e foi feita pela professora e jornalista alemã Clara Zetkin. “Uma das mulheres mais importantes na organização do movimento das mulheres”, diz Anchieta. “Ela propôs uma data não para comemoração, mas para que as mulheres pudessem se reunir anualmente para refletir sobre seus avanços e movimentos”.

3. Incêndio em fábrica de Nova York (1911): O incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist Company, em 1911, deixou 146 vítimas, sendo 125 mulheres e 21 homens. A fábrica empregava 600 trabalhadores, a maioria de meninas e mulheres imigrantes judias e italianas entre 13 e 23 anos. Algumas pessoas conseguiram chegar às escadas do prédio, outras desceram pelo elevador e muitas chegaram a pular pelas janelas para fugir do fogo. Depois disso, o “caldeirão” de acontecimentos que vinha se formando chegou ao ápice com a Primeira Guerra Mundial. As mulheres assumiram postos de trabalho antes exclusivamente masculinos pela ausência dos homens que lutavam na guerra.

4. Russas vão às ruas contra a guerra (1917): Naquele ano, aproximadamente 90 mil mulheres russas foram às ruas com o lema “paz e pão”, pedindo comida para seus filhos e o retorno dos maridos das trincheiras. “Esta é a data mais próxima da data comemorada hoje. No calendário antigo russo seria 23 de fevereiro, mas no calendário gregoriano é oito de março.”

Questão de progresso

O 8 de março, no entanto, só foi oficializado pela ONU (Organização das Nações Unidas) mais tarde, em 1975. “A ONU disse que a não-inclusão das mulheres é um obstáculo ao progresso social, e isso é muito importante. A gente tem que sair de um discurso de que a questão da igualdade salarial e de condições das mulheres é só uma questão de justiça, é também uma questão de progresso”. 

Os dados comprovam isso. A professora cita uma pesquisa de 2017, da consultoria McKinsey, que reforça o vínculo entre diversidade de gênero e a performance financeira das empresas. As companhias estudadas que apresentavam maior diversidade de gênero em suas equipes executivas eram 21% mais propensas a ter lucratividade acima da média do que as empresas com equipes menos diversas.



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