
Quando perguntei "O QUE O PRESIDENTE FELIPE VASQUES TENTA ESCONDER DA POPULAÇÃO?" na matéria CÂMARA MUNICIPAL DE JUAZEIRO DO NORTE: PORTAL SEM TRANSPARÊNCIA (01.09) não sabia que a Operação Aletheia aconteceria no dia seguinte.
Ontem (02.09), porém, quando Felipe Vasques disse que sua casa tinha sido "INVADIDA" por policiais, mesmo colocando, em seguida, que essa "INVASÃO" aconteceu com mandados de busca e apreensão, ele já sabia o que faria em seguida: o esvaziamento da Câmara Municipal juazeirense em prol de sua defesa em ato contra a Operação Aletheia.
Estive na sede do Poder Legislativo hoje pela manhã e fiquei surpreso em ver a Casa vazia. Em vez daquelas dezenas de servidores caminhando pelos estreitos corredores, apenas os servidores efetivos trancados em suas salas na execução de seus trabalhos. Todos os demais, os comissionados e contratados, por ordem de Felipe, estavam no comitê eleitoral de Felipe onde aconteceu uma coletiva de Felipe à imprensa - o Sovaco de Cobra não foi convidado - para falar sobre o "absurdo" da operação deflagrada contra Felipe.
Vale salientar que, por força de ordem judicial, Felipe foi afastado da presidência da Casa. Mas, mesmo afastado, arrastou para sua ação política todos os servidores não efetivos e por ele colocados no parlamento local.
Segundo disseram - e não fui constatar, pois estava em outra atividade -, ele e "seus servidores", depois da concentração no comitê e da coletiva, subiram ao Horto para uma manifestação em prol do mesmo.
Felipe, advogado, sabe que os policiais não "invadiram" sua casa, pois estavam municiados com mandado de busca e apreensão. Felipe também sabe que os servidores, mesmo contratados por ele, não são servidores dele, mas da Câmara. Felipe também sabe que, uma vez afastado, não tinha nem tem mais o poder de determinar o que os servidores devem ou não fazer. Mas determinou.
Ao tentar passar a ideia desinformada de "INVASÃO" à sua residência, procura vitimizar-se e criar um clima favorável à sua defesa pessoal que, por sua vez, passa pela defesa e pelo fortalecimento da sua candidatura.
Nesse episódio meramente político e eleitoreiro, constatamos a força de um projeto de poder pessoal que afronta a legalidade e demonstra o quanto o aparato da Câmara foi transformado em instrumento de crescimento político de apenas uma pessoa. Como diria Raul Seixas, O DIA EM QUE A CÂMARA PAROU.

