
Na manhã desta quarta-feira (02.09), foi deflagrada em Juazeiro do Norte e Barbalha, município onde mora o agora presidente afastado da Câmara Municipal juazeirense Felipe Vasques (PSDB), a Operação Aletheia que cumpriu mandatos de busca e apreensão em empresas ligadas ao parlamentar e na residência do próprio. A operação é um desdobramento do trabalho realizado pelo Ministério Público estadual através do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) com o apoio do Núcleo de Apoio Técnico à Investigação (NATI) e da Polícia Civil e atende às determinações do 1º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias sediado na Terra do Padre Cícero.
A operação, que tem como objetivo desnudar um provável esquema de fraudes licitatórias e desvios de recursos públicos em contratos de obras de engenharia com o Município de Juazeiro do Norte, tem como um dos alvos centrais Felipe Vasques que, segundo o apurado, está no centro de uma quadrilha que usa empresas de fachadas e já subtraiu R$ 43 milhões do erário público.
A Aletheia, cujo nome grego quer dizer "negação do esquecimento", acabou também afastando da Câmara juazeirense o seu presidente que ora se encontrava em licença.
Segundo uma fonte do Sovaco de Cobra, Felipe soube da ação do MPCE e da Polícia Civil, viajando na noite anterior da deflagração, o que sugere que o mesmo deve ter algum contato dentro das supracitadas instituições.
Diante de tal acontecimento, Felipe tentou vitimizar-se dizendo que se tratava de uma ofensiva eleitoreira do governo estadual contra ele, assim como aconteceu há dois anos contra o prefeito Glêdson Bezerra (PODE). Nada mais falso.
A ação contra o prefeito Glêdson Bezerra no período pré-eleitoral de 2024 foi denunciada por Ciro Gomes, à época, como um "trabalhinho" do então chefe da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (PROCAP) para conseguir assumir uma cadeira no Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), o que realmente aconteceu. Quanto a Glêdson, nada aconteceu contra ele, uma vez que se tratava de uma mera encenação midiática por parte do governo estadual.
Agora, contra Felipe Vasques, a situação é bem diferente. Tanto é que levou imediatamente ao seu afastamento do Legislativo ciceropolitano. Disse-me um passarinho que o Na Lata, do influencer João Paulo Teixeira Ramos, tem participação decisiva na operação deflagrada na manhã de hoje. Será? O fato é que todas as denúncias do Na Lata envolvendo Felipe e suas empresas nunca foram explicadas à população juazeirense pelo parlamentar que se limitou a processar João Paulo e a taxá-lo como louco através de sites muito bem pagos pala Câmara Municipal.
Seja como for, Felipe não deveria comparar sua presente situação à vivida por Glêdson em 2024. Até porque o agora presidente afastado foi responsável pelo afastamento político do prefeito juazeirense em relação à sua pessoa por ter sido traído em um acordo que firmava dobradinha eleitoral entre Sandrinha Cavalcante (Cidadania), candidata a deputada federal do grupo que está no governo municipal, e o próprio Vasques.
Esperemos os próximos capítulos.