Chegou do nada sem dizer ao que veio. Desconhecido do grande público, teve um cabo eleitoral do azar que apoiou a reeleição de prefeitos anteriores que foram derrotados (o segundo até a candidatura retirou): Salviano, aquele que foi o único prefeito de Juazeiro do Norte derrotado pelo PT. Mesmo assim, foi o vereador mais votado. Ah, o que acordos, promessas e dinheiro são capazes de fazer!
Quanto ao dinheiro derramado, nenhum problema, pois dinheiro não viaja de graça quando a política se torna um balcão de negócios. Quanto às promessas e aos acordos, alguns desfeitos unilateralmente, pelo que sei. Outros, sei não.
Assim chegou e se instalou Felipe Vasques (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte que ora repete a receita de 2024, mas em dose cavalar - ainda maior -, já que seu pleito é ter assento na ALECE.
Assim como Fernando Santana (PT) que surgiu há mais de uma década prometendo o mundo e os fundos e deu balão até em Seu Raimundo, o que lhe rendeu o indigesto apelido de PROMESSINHA, Felipe parece trilhar o mesmo caminho.
Em cada bairro de Juazeiro do Norte, em cada ponta de rua, em cada beco de quebrada e em muitos escritórios climatizatizados existe ao menos uma pessoa a dizer "FECHEI COM FELIPE VASQUES", o que, é óbvio pensar, também aconteceu em outros municípios.
Esse "FECHEI", inequivocamente, não foi um fechamento político-programático, mas a festa do populismo clientelista eleitoral. Resta saber quem dançará no salão das ilusões eleitoreiras. E eu aposto minhas fichas que não será o candidato a deputado estadual.
Pois é. Como diria o grande Branchu, filósofo da fisiologia, triste do bicho que o outro engole.
Depois das eleições vindouras, veremos o choro dos incautos ressentidos e a cantilena choramingada dos arrependidos feitos rancorosos.
Dizem que quanto maior a conversa, maior a facada. A pergunta que não quer calar: Estamos diante de um novo PROMESSINHA? As pessoas que sofreram em 2024 dizem que sim. Será?