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Política

Colômbia: Direita vence primeiro turno da eleição presidencial contrariando pesquisa eleitoral e esquerda surta

Abelardo de la Espriella desmoralizou pesquisa eleitoral e recebeu quase 44% dos votos.

Publicada em 01/06/26 às 05:57h - 139 visualizações

Fábio Souza Tavares


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Colômbia: Direita vence primeiro turno da eleição presidencial contrariando pesquisa eleitoral e esquerda surta
Abelardo de la Espriella  (Foto: Rodrigo Buendia/AFP)
O resultado das eleições presidenciais de domingo (31.05), na Colômbia, contrariou as pesquisas de intenção de voto feitas pelo Invemer, principal instituto de pesquisa eleitoral do país. Ao contrário do que indicava, o vitorioso do primeiro turno foi o senador de direita Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores de la Patria, com 43,77% dos votos válidos, contra 40,9% do senador Ivan Cepeda, do Pacto Histórico, candidato do presidente socialista Gustavo Petro, o amigo de Lula.

O instituto Invamer dava Cepeda com 44,6% contra 31,6% de la Espriella, ou seja, 13% de vantagem para o socialista, o que, ao final das apurações, deu um erro de 16%. Será que o Invamer é financiado pelo governo socialista?

Em terceiro lugar ficou a senadora Paloma Valencia, com 6,91%, que tão logo soube do resultado já declarou seu apoio a Espriella no segundo turno que ocorrerá no próximo dia 21. Ao que tudo indica, a Colômbia também passará às mãos da direita. Assim, na América do Sul, só restarão dois países com governos esquerdistas: Brasil e Uruguai. E, quem sabe, a partir do próximo ano, somente um.

Essas eleições contaram com 57,63% do eleitorado colombiano. Lá, o voto não é obrigatório. Mesmo assim, foi uma participação que superou em aproximadamente 2,4 milhões de eleitores a presença do eleitorado durante as eleições presidenciais que elegeram Gustavo Petro.

De la Espriella é chamado de Bukele colombiano por ter sua campanha alicerçada na defesa da Segurança Pública com um rigoroso processo de militarização contra a atual política de "paz total" desenvolvida por Gustavo Petro que, assim como Lula, tem pavor da classificação das facções narcotraficantes como terroristas.

O QUE HÁ EM COMUM NA POLÍTICA COLOMBIANA

Assim como no Brasil, a Segurança Pública é o tema principal do debate político, pois, como também acontece no Brasil, as facções dominam uma ampla área territorial.

As facções também, em grande parte, são simpáticas ao governo socialista e agem politicamente, como no Brasil, para barrar o avanço da direita. Ano passado, o senador e pré-candidato favorito nas pesquisas Miguel Uribe, de direita, foi alvejado por um garoto de 14 anos com três tiros pelas costas, onde dois pegaram na cabeça e um na perna. O pré-candidato morreu pouco tempo depois.

Espriella, em muitas ocasiões, teve que fazer discursos atrás de paredes de vidro. Os Adélios Bispos da Colômbia usam balas em vez de facas.

Outro fato que nos remete ao Brasil é o de que a maioria dos eleitores de Espriella, no último domingo, ter votado com a camisa amarela da seleção colombiana. Os socialistas colombianos, assim como os brasileiros contra os Bolsonaro, acusaram os eleitores da direita de roubar a cor do país. Em verdade, tanto no Brasil como na Colômbia, foi a esquerda que pisou no amarelo enquanto levantava suas bandeiras vermelhas.

ESQUERDA COLOMBIANA SURTOU

Logo após a contagem de votos, o presidente Gustavo Petro e seu candidato Ivan Cepeda disseram que não reconheciam o resultado das eleições. Mas, diferentemente do Brasil, como a esquerda não tem uma Justiça eleitoral conivente com sua sede de poder, Cepeda voltou atrás dizendo não ter encontrado nenhuma irregularidade na apuração. É claro que o reconhecimento do novo futuro presidente pelo governo Trump também motivou essa retomada da sanidade mental.

Preparem o coração, pois o segundo turno está chegando.



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