Bárbara Elisa Yabeta Borges, de 28 anos, era uma bancária que amava viajar e o contato com a natureza. Viralizava nas redes sociais com postagens sobre suas viagens. No dia em que foi baleada na cabeça e perdeu a vida, a jovem publicou: "Por favor, cuide de quem te ama. Cuide de quem te escuta, de quem te espera, de quem te quer bem. Não negligencie o essencial. (...) Porque o que tem preço, a gente recompra. A maioria das coisas que perdemos, a gente recupera, mas pessoas, não. O que tem valor, quando vai embora, leva um pedaço da gente junto. E, acredite, é caro demais perder aquilo que não tem preço".
Bárbara Borges morreu no dia 31 de outubro, uma sexta-feira, três dias após a Operação Contenção, sendo atingida por uma bala na cabeça vinda de um confronto entre facções na Linha Amarela, Zona Norte da capital carioca. Infelizmente, para a grande mídia tradicional, não era confronto entre criminosos e polícia. Se assim fosse, como de costume para esse tipo de imprensa, a bala teria saído de uma arma de algum policial.
Bárbara morreu no Hospital Geral de Bonsucesso, para onde foi levada depois de atingida. Sua morte não foi lamentada nem chorada pelos partidos de esquerda nem pelos "direitos humanos". Estavam ocupados demais lamentando e chorando a morte de 117 criminosos faccionados, as "vítimas da sociedade" no discurso do PT, do PSOL, do PCdoB, do PSB e outros Ps da barbárie em construção.
A esquerda e os "direitos humanos" também não choraram nem lamentaram a morte de uma senhora idosa morta recentemente, também com um tiro na cabeça, por Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefe do Comando Vermelho (CV) que foi o principal alvo da Operação Contenção e que é o terceiro na hierarquia da facção, ficando atrás apenas dos presidiários Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP, o pai do criminoso rapper Oruam. Doca tem mais de cem homicídios, dentre eles, os de crianças através de meios desumanos e por motivo banal.
Também não lamentaram nem choraram a morte de Antônia Ione Rodrigues da Silva, a cozinheiras Bira, de 45 anos, que foi assassinada a tiros, em sua residência, em Saboeiro, município do Ceará. Sua morte foi ordenada pelo CV pelo fato dela não ter seguido a ordem da facção que era a de envenenar a comida dos PMs do destacamento local.
A esquerda e os "direitos humanos" não lamentaram os assassinatos de estudantes menores de idade que morreram com tiros na cabeça mesmo entregando seus celulares para os "meninos de Deus" que tudo o que queriam era "tomar uma cervejinha". Também não lamentaram nem choraram os assassinatos de eleitores de Bolsonaro que foram assassinados pelas facções pela simples e democrática escolha de votarem em Bolsonaro. Nem lamentaram as crianças apedrejadas e atacadas com pauladas até a morte ou mutiladas por facões das facções. Não lamentaram nem choraram pelas pessoas incendiadas vivas pelos narcofaccionados. Tampouco pelas mulheres torturadas ou mortas pelo simples fato de não quererem fazer relações sexuais com traficantes. Não. A esquerda e os "direitos humanos" não lamentaram.
NEM LAMENTARÃO.