
Embora a oposição cearense ainda não tenha um candidato a governador definido para as eleições de 2026, o mais provável é que este seja o ex-governador Ciro Gomes que, na última segunda-feira (14.07), esteve reunido com a alta cúpula do tucanato, em Brasília, na casa do líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Adolfo Viana (BA). Na reunião, além do anfitrião, o ex-senador Tasso Jereissati (CE), o deputado federal Aécio Neves (MG) e Marconi Perillo, presidente nacional do partido. Ciro apresentou aos quatro caciques sua pretensão de concorrer ao governo estadual alencarino, o que foi bem aceito. Diante da situação, sua saída do PDT e entrada no ninho tucano deve acontecer em um evento a ser realizado em agosto ou setembro deste ano.
Ciro vem conversando com todos os partidos e as lideranças da oposição para consolidar uma frente ampla contra o lulopetismo na corrida sucessória do próximo ano, o que suscita a consolidação de um bloco com candidaturas de peso que possa eleger uma forte bancada, para dar sustentação a um possível futuro governo cirista, na Assembleia Legislativa e também no Congresso Nacional, sendo esta última necessária para a obtenção de recursos para as Prefeituras e para o próprio governo estadual.
Dentro desse contexto, Glêdson Bezerra (PODE), o único prefeito reeleito consecutivamente de toda a História de Juazeiro do Norte, é peça-chave. Sendo um dos poucos prefeitos que se elegeram pela oposição, governa o maior município do interior cearense que representa o terceiro maior colégio eleitoral do estado. Sua vitória acachapante contra Lula-Camilo-Elmano-Fernando mostrou sua capacidade de resiliência e articulação e articulação e inserção no eleitorado da Terra do Padre Cícero, força essa que se espalha por todo o Ceará através do respeito que provoca nos seus pares.
Glêdson chegou até mesmo apontado para ser o candidato majoritário do próximo pleito, mas, hoje, diante da possibilidade concreta de Ciro entrar na disputa, o mais provável é que ele apoie o primogênito do clã dos Gomes.
Segundo conversa que tive ontem (17.07) com um presidente de um partido da base aliada, residente em Fortaleza, o mais provável é que Glêdson aponte o vice-governador da chapa oposicionista ou o candidato ou candidata ao Senado, sendo mais indicado a primeira alternativa.
Ao que se delineia, portanto, teremos, na oposição, para as eleições de 2026, uma chapa com Ciro na cabeça e um vice apontado pelo prefeito Glêdson Bezerra. Na conversa com o meu amigo fortalezense fiquei sabendo, inclusive, o nome do provável indicado de Glêdson. Porém, ainda é cedo para revelações que, obstante assentada em informações corretas, ainda são resultados de um processo de discussão que tende a se aprofundar ainda mais daqui para 2026.