
Um boato publicado como verdade deixou alguns apoiadores do prefeito Glêdson Bezerra (PODE) descontentes e, entre esses, alguns frustrados. Trata-se do apoio de Glêdson à reeleição de Yury do Paredão (MDB). Nada mais falso.
Segundo a mentira publicada, ganha força, nos bastidores, a possibilidade de prefeito juazeirense apoiar Yury nas eleições do ano vindouro. É algo tão desarrazoado que não deveria sequer ser motivo de especulações e, muito menos, de contrariedades.
Ontem (16.07), conversei rapidamente com Glêdson que respondeu a essa aberração travestida de verdade concisamente: "Não. Teremos candidato a deputado federal".
Glêdson e Yury, politicamente, são como a água e o óleo, o batizado e o velório, a pia e o mictório. Querer juntá-los em uma mesma frente, para 2026, é como querer que Donald Trump (Republicanos) ofereça um jantar de gala a Lula (PT).
É preciso aos(às) leitores(as) saber discernir o que é mentira e o que é verdade, o que é boato e o que é jornalismo, o que é uma fonte de desinformação e o que é uma fonte confiável.
Yury do Paredão tem um lado definido: o palanque petista de Lula, Camilo, Elmano e Fernando Santana. Portanto, Glêdson jamais apoiaria tal reeleição do supracitado deputado.
Isolado pelo governo estadual e perseguido pelo ministro do Pé de Meia Furada, o prefeito juazeirense é coerente com o seu projeto de fortalecer a oposição no estado para, assim, fortalecer a independência política de Juazeiro do Norte, município que, assim como em 1913, atualmente se encontra boicotado, ameaçado e sitiado por um governo estadual que parece melhor se relacionar com as facções do que com um prefeito historicamente reeleito.
Qualquer afirmação que se contraponha a essa realidade não é notícia, mas simplesmente enganação.
P. S.: O fato de Glêdson e Yury se encontrarem em lados políticos opostos não significa, de forma alguma, que não possam ter uma boa relação institucional - adversário político não é sinônimo exato de inimigo pessoal - e que o deputado não possa trazer emendas para o Município e, assim fazendo, que não seja reconhecido pelo prefeito por tal ação. Ao contrário, a relação institucional sadia entre opositores é benéfica para o desenvolvimento da municipalidade que precisa da unidade dentro da diversidade para cada vez mais atender às necessidades e aos interesses coletivos dos munícipes.