
Sem querer cortar a própria gastança com farra e propina, o governo Lula busca taxar, com a política econômica do seu poste Haddad - de PT para PT -, o que encontra pela frente. Mas a derrocada de quarta-feira passada (25.06), onde a Câmara dos Deputados infringiu uma esmagadora derrota de 383 a 98 votos ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), confirmada por aclamação no Senado, pode ser o começo do fim da boa relação entre o Centrão e o presidente petista.
Mesmo com a grande mentira de que o aumento das alíquotas do IOF só iria taxar as grandes fortunas - quando na verdade taxaria todas as operações financeiras, desde o empréstimo e o financiamento até as compras na Shopee, na Amazon ou no Mercado Livre -, a derrota do governo petista foi vergonhosa e acachapante.
Diante da situação, o governo Lula decidiu enviar o caso para o Stalinista Tribunal Federal (STF) desmoralizando ainda mais o Congresso Nacional que vem sendo sistematicamente desmoralizado pelo tribunal de Alexandre, O Glande.
Hugo Motta (Republicanos-PB), como sabemos, disse que tal medida traria consequências que poderiam conduzir à ingovernabilidade. Para o presidente da Câmara, Lula deixou de governar com o Congresso para governar com o STF.
A votação da derrubada do aumento do IOF, ao que tudo indica, não foi uma situação conjuntural, esporádica, momentânea, mas o resultado de uma profunda crise política orgânica que se estabeleceu entre Executivo e Legislativo no cenário nacional. E, quanto mais se aproxima as eleições de 2026 e mais o presidente despenca nas pesquisas, essa crise tende a se avolumar. E não tem ministério que contorne essa situação.
A questão é saber se o Centrão, camada fisiológica que é majoritária no Congresso, irá enfrentar o consórcio governo Lula-STF com dezenas de seus membros sendo investigados pelo próprio STF, dentre os quais o próprio Hugo Motta que, inclusive, já teve a Prefeitura que seu pai governa investigada pela Polícia Federal.
O governo já entrou, a pedido do próprio Lula e através de uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) impetrada pelo advogado-geral da União Jorge Messias, com o pedido de derrubada da votação que derrotou o aumento do IOF. E agora? Quais as cenas dessa tragicomédia rocambulesca?
A partir dos comentários dos próprios agentes do jornalulismo, a crise parece incontornável. Já vimos isso acontecer antes com Collor de Melo e Dilma Rousseff. Estamos sendo espectadores do começo de um novo fim ou o STF reconduzirá deputados e senadores fisiológicos à sua postura de subserviência desprovida de autonomia?