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Policial

Acadêmica de Direito detona vereador Márcio Joias

Letícia Leandro é esposa do policial João Paulo e uma das pessoas que entrou com o pedido de cassação da chapa Glêdson Bezerra/Giovanni Sampaio.

Publicada em 07/07/21 às 17:45h - 808 visualizações

por Fábio Souza Tavares


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Acadêmica de Direito detona vereador Márcio Joias
Letícia Leandro de Sousa  (Foto: Reprodução/Câmara Municipal/JN)
A acadêmica de Direito Letícia Leandro de Sousa inflamou a sessão legislativa juazeirense na terça-feira (6) ao usar o púlpito da Casa do Povo. Em sua intervenção, acusou o vereador Márcio Joias e seu suposto laranja João Luiz Lacerda.
Letícia é esposa do policial e youtuber João Paulo Teixeira Ramos que no dia 1º de março foi preso através de um flagrante preparado pelo empresário e vereador Márcio Joias que vinha sistematicamente sendo denunciado no programa É Duro de Deixar Roubar, do youtuber supracitado. Também é uma das quatro pessoas que entraram com um dos pedidos que resultou na cassação da chapa Glêdson Bezerra/Giovanni Sampaio.
A princípio, Letícia iria falar somente do laranja João Luiz, mas o vereador, temendo que a acadêmica se pronunciasse sobre a farsa criminosa que resultou na prisão de seu marido, disse que era vitima de João Paulo. Letícia então lembrou a Márcio Joias que ele mesmo tinha confessado ter falsificado a suposta prova do crime de extorsão como também falou do celular que o vereador comprou somente para usar na armação do flagrante da suposta extorsão. "O senhor se lembra do seu indiciamento que foi feito lá na delegacia? O celular que o senhor comprou pra filmá-lo [João Paulo], que o senhor entregou lá na delegacia ainda está lá. O delegado está lá, inclusive, esperando o senhor", disse Letícia a Márcio Joias, falando sobre o fato do vereador hoje ser indiciado por ter preparado o flagrante e ter comprado o celular somente para ser usado na falsificação da situação que resultou no suposto crime. O celular foi legalmente restituído há algum tempo, mas até hoje o vereador não foi pegá-lo. Uma pergunta simples: Por quê?
Letícia então passou a discorrer sobre a empresa Alfa Construções e seu sócio proprietário João Luiz Lacerda, mostrando uma série de coincidências, o que nos faz suscitar várias interrogações.
Por que o dono da Alfa, uma empresa com um capital social avaliado em R$ 300 mil, aceitaria ser assessor parlamentar do vereador Márcio Joias com um salário de apenas R$ 1.200,00? Por que o endereço da Alfa era o mesmo do escritório do vereador, situado no Centro, à Rua São Francisco, nº 805, na esquina com a Rua São Jorge? Por que logo após João Paulo ser preso, a Alfa recebeu pagamento do governo Glêdson Bezerra de um serviço que não foi realizado e que estava empenhado desde 2019?
Em seguida, Márcio Joias usou da palavra em um discurso articulado, mas eivado de contradições e mentiras. Chegou a comparar o "enriquecimento" de seu laranja João Luiz, que supostamente aconteceu da noite para o dia, com o enriquecimento do empresário e apresentador Sílvio Santos que com todo o talento que lhe é peculiar passou décadas até alcançar uma condição financeira vantajosa. Disse que teve que pedir emprestado R$ 7 mil para pagar a suposta extorsão de João Paulo porque não tinha dinheiro, embora tivesse dito antes que gozava de uma excelente situação financeira com prédios alugados em todo o Município. Em relação ao seu indiciamento, mentiu dizendo que o que existia era apenas um "início de indício". E, para tentar enterrar a denúncia de Letícia, apresentou um vídeo dela prestando queixa de João paulo por violência física e psicológica.
Letícia voltou falando que não sabia porque Márcio tinha colocado aquele vídeo, trazendo uma questão pessoal a um debate público, quando ele próprio respondia por crime de violência doméstica enquadrada na Lei Maria da Penha. Disse que a prisão de João Paulo tinha sido tramada pelo vereador e pelo Secretário de Segurança Pública do Município, Doriam Lucena. Questionou qual o interesse do vereador em querer colocar os nomes do presidente Darlan e do vice-presidente Capitão Vieira no caso João Paulo Ramos. E disse que qualquer coisa que acontecesse com ela seria a mandado do vereador e do prefeito Glêdson Bezerra.
Márcio Joias falou quase que bonito, mas não convenceu. Afinal, não tem falácia que passe a borracha no seu indiciamento por preparação de flagrante. E as coincidências - se é que nesse caso existem coincidências - são por demais escabrosas.



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