
O candidato a governador do Ceará Delegado Huggo (Missão) publicou recentemente denúncias contundentes que apontam para um escandaloso esquema criminoso dentro da Polícia Civil cearense e que estaria, por motivos políticos, sendo escondido pelo próprio diretor-geral da corporação, Márcio Rodrigo Gutiérrez Rocha, a mando do Secretário de Segurança Pública e Defesa Social Roberto Sá. As denúncias são de uma gravidade que, uma vez comprovadas, coloca em xeque o comando da Segurança Pública cearense e o próprio governo petista.
Segundo Huggo, um delegado regional do Cariri, com a colaboração da própria equipe, realizou prisões combinadas e vendeu drogas para o próprio traficante envolvido no esquema criminoso. Pelo apurado, o traficante maior repassava as drogas para traficantes menores e, em seguida, comunicava o repasse para o delegado e o destino das mesmas. Em posse das informações, o delegado regional e sua equipe prendiam os traficantes e apreendiam as drogas gerando publicidade positiva das operações realizadas e o engrandecimento da imagem do delegado dentro da corporação e perante a opinião pública.
Acontece que as drogas apreendidas, embora tidas oficialmente como incineradas, não eram destruídas. Assim, o delegado criminoso as devolvia ao traficante companheiro através de uma determinada quantia. Ou seja, delegado, equipe e traficante juntos em um negócio lucrativo e ilegal.
Ainda segundo o denunciante, uma vez descoberto o esquema, o delegado regional foi afastado do cargo e o caso abafado pelo delegado-geral da corporação Márcio Gutiérrez, a mando do Secretário de Segurança Pública e Defesa Social Roberto Sá pelo fato do delegado criminoso ser próximo ao governador petista Elmano de Freitas, ao senador petista Camilo Santana e até mesmo ao presidente Lula, bem como próximo ao deputado estadual Davi Macedo, o Davi de Raimundão, e ao deputado federal Yury do Paredão, ambos do MDB e da base de sustentação política do lulopetismo.
Por essa proximidade entre o delegado corrupto e as autoridades políticas, segundo Huggo, as provas da existência desse esquema criminoso correm o risco de serem destruídas. Ou seja, em vez de apurar o caso e punir todos os criminosos envolvidos, para o bem da Polícia Civil e da própria população cearense que é atendida por essa corporação, os envolvidos nessa trama, que pode ser o maior escândalo de toda a história da polícia investigativa e judiciária cearense, foram "anistiados" e o caso silenciado.
Delegado Huggo diz que as provas sobre esses terríveis acontecimentos se encontram na Coordenadoria de Inteligência (COIN) e na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) do Cariri.
Demonstrando indignação diante da reação de alguns delegados acerca de suas denúncias, Huggo disse que, caso um dia seja governador do estado, Secretário de Segurança ou delegado-geral será o pior de todos para os profissionais da Polícia Civil que se enveredem pela criminalidade. "Vagabundo, dentro da institiuição, que eu pegar, eu arranco a cabeça fora. Vagabundo que eu pegar dentro da instituição fazendo coisa errada, eu coloco a cabeça dele numa estaca. Vagabundo que eu pegar, dentro da instituição, fazendo coisa errada, vai ser expulso e preso porque, pra mim, o policial que é vagabundo, ele é vagabundo ao quadrado. Aliás, é o pior vagabundo que nós temos dentro do estado do Ceará. Pior do que faccionado".
As denúncias do Delegado Huggo são gravíssimas, pois demonstram, se verdadeiras, o profundo grau de promiscuidade por qual passa a Polícia Civil do estado do Ceará desde alguns de seus comandados até o comando geral e à Secretaria à qual a corporação é subordinada. Diante do exposto publicamente pelo candidato do Missão, cabe ao governador Elmano, ao Secretário e ao delegado-geral uma resposta ao conjunto da sociedade cearense que não pode ter em descrédito uma instituição tão importante cujo papel é assegurar o direito à vida e o acesso aos direitos, na forma da Lei, para a população que representa.
Às autoridades citadas pelo Delegado Huggo e aqui, consequentemente, citadas, o Sovaco de Cobra deixa o espaço aberto para que aqui se manifestem.