
Uma semana após a Polícia Civil indiciar o presidente licenciado da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF), Paulo Silvio dos Santos, por importunação sexual e assédio sexual, o Ministério Público do Estado do Ceará confirmou o recebimento do inquérito policial e, agora, analisa o processo para tomar as providências cabíveis.
A Promotoria avalia se vai arquivar o caso por falta de informações, se pedirá novas diligências à Polícia Civil ou se irá elaborar denúncia contra Paulo Silvio. A defesa do suspeito só deve se manifestar após oferecimento de denúncia, se houver, para saber como o processo deve tramitar. O Diário do Nordeste questionou ao MPCE sobre um prazo para decisão da Promotoria, mas ainda não obteve retorno.
Em contato com os advogados de Paulo Silvio, o Diário do Nordeste ouviu que a defesa se manifestará em momento oportuno, pois aguarda o oferecimento da denúncia.
Quatro árbitras de futebol acusaram Paulo Silvio de assédio sexual e estupro. As queixas foram registradas no dia 14 de julho, na 1ª Delegacia de Polícia Civil da Defesa da Mulher, que deu abertura à investigação criminal. Menos de duas semanas depois, a Polícia Civil indiciou o dirigente por importunação sexual e assédio sexual, mas não incluiu crime de estupro no indiciamento.
Em nota, a Polícia Civil informou que "concluiu o inquérito policial instaurado para apurar denúncias de importunação sexual e assédio sexual supostamente praticados contra árbitras de futebol no Estado do Ceará. Após a realização das diligências investigativas e a análise dos elementos colhidos ao longo da apuração, o investigado, de 55 anos, foi indiciado pelos crimes de importunação sexual e assédio sexual. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis."
Paulo Silvio solicitou afastamento temporário do cargo de presidente da Comissão de Arbitragem da FCF por 30 dias, no dia 14 de julho. Após o período da licença, no entanto, o dirigente já informou que não retornará ao cargo que exerceu durante nove anos na entidade, entre 2017 e 2026.
Na ocasião do registro dos primeiros BOs, o presidente licenciado da Comissão de Arbitragem negou as acusações. "O Sr. Paulo Silvio nega, de forma veemente, as alegações que lhe são atribuídas e afirma que jamais praticou qualquer conduta de assédio sexual, importunação sexual, violência sexual ou qualquer outro ato ilícito".
No dia 15 de julho, a FCF instaurou um procedimento interno de apuração. Um canal de comunicação foi criado para que possíveis novas denúncias possam ser registradas. O e-mail sindicancia@futebolcearense.com.br é o endereço eletrônico para receber mais relatos.
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