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Mulher é detida 45 anos depois de matar a própria filha; entenda

Publicada em 15/04/26 às 06:03h - 29 visualizações

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Mulher é detida 45 anos depois de matar a própria filha; entenda
 (Foto: Reprodução/Instagram)
Uma mulher de 65 anos, identificada como Nancy Jean Trottier, foi detida na última semana na Dakota do Norte, nos EUA, 45 anos após a morte de sua filha recém-nascida, ocorrida em abril de 1981. A prisão foi possível graças a provas de DNA e à aplicação de genealogia genética, que ligaram a suspeita ao crime qualificado. Se condenada por homicídio qualificado, Nancy pode cumprir pena de prisão perpétua sem liberdade condicional.

O caso teve início em abril de 1981, quando o corpo da bebê, batizada pelas autoridades como “Rebecca”, foi descoberto em uma área de mata próxima ao campus da Valley City State College. A criança, encontrada dentro de um saco plástico com o cordão umbilical ainda preso, foi submetida à autópsia. O laudo concluiu que a recém-nascida nasceu viva e morreu em consequência de asfixia aguda, compatível com sufocamento.

Durante décadas, as investigações não avançaram e o caso permaneceu sem solução. Somente em 2019 as autoridades decidiram exumar o corpo para novas perícias. Com o aprimoramento das técnicas forenses, investigadores recorreram à genealogia genética, cruzando dados de bancos de DNA para traçar possíveis parentes da vítima. A análise apontou para Nancy Jean Trottier e seu marido como parentes prováveis da criança, reabrindo o processo contra a suspeita.

Em 2021, Nancy foi convocada a depor e chegou a admitir, de forma vaga, ser a possível responsável pela morte da menina ao declarar que “talvez tenha sido eu”. Posteriormente, ela consentiu em fornecer material genético para comparação. A coleta de amostras foi determinante para confirmar a ligação biológica entre a suspeita e a vítima, marcando o desdobramento decisivo nas investigações.

Os resultados dos testes de DNA, divulgados em 2023, indicaram que era trilhões de vezes mais provável que Nancy e seu então marido fossem os pais biológicos da recém-nascida do que qualquer outra combinação aleatória. Além disso, vestígios de DNA compatíveis com o perfil da suspeita foram encontrados em um fragmento de papel recolhido na cena do crime em 1981, reforçando a prova pericial contra a acusada.

Nancy Jean Trottier passou por audiência inicial nesta semana e segue detida à disposição da Justiça. A audiência preliminar, que formalizará a acusação, está marcada para 21 de maio. Caso seja considerada culpada pelo tribunal, ela poderá ser condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, encerrando um capítulo que ficou sem respostas por quase meio século.




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