
Em 2021, Nancy foi convocada a depor e chegou a admitir, de forma vaga, ser a possível responsável pela morte da menina ao declarar que “talvez tenha sido eu”. Posteriormente, ela consentiu em fornecer material genético para comparação. A coleta de amostras foi determinante para confirmar a ligação biológica entre a suspeita e a vítima, marcando o desdobramento decisivo nas investigações.
Os resultados dos testes de DNA, divulgados em 2023, indicaram que era trilhões de vezes mais provável que Nancy e seu então marido fossem os pais biológicos da recém-nascida do que qualquer outra combinação aleatória. Além disso, vestígios de DNA compatíveis com o perfil da suspeita foram encontrados em um fragmento de papel recolhido na cena do crime em 1981, reforçando a prova pericial contra a acusada.
Nancy Jean Trottier passou por audiência inicial nesta semana e segue detida à disposição da Justiça. A audiência preliminar, que formalizará a acusação, está marcada para 21 de maio. Caso seja considerada culpada pelo tribunal, ela poderá ser condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, encerrando um capítulo que ficou sem respostas por quase meio século.