
Segundo a Polícia Civil, a viagem dos jovens já estava programada antes do episódio e não possui relação direta com as investigações.
Entenda o caso
O cão comunitário conhecido como Orelha morreu após ser alvo de um espancamento brutal na Praia Brava, em Florianópolis. O animal, que vivia na região e era cuidado por moradores, foi atraído durante a madrugada por um grupo de quatro adolescentes. Segundo relatos de testemunhas, o cachorro atendeu ao chamado dos jovens abanando antes de ser submetido a uma sessão de tortura que incluiu perfurações com pregos na cabeça e agressões que deixaram o cérebro exposto.
Encontrado na manhã seguinte ainda vivo, mas em estado de agonia, Orelha foi levado às pressas para atendimento veterinário. Devido à gravidade dos ferimentos e à impossibilidade de recuperação médica, os profissionais optaram pela eutanásia para interromper o sofrimento do animal. O crime causou revolta na comunidade local, que registrou um boletim de ocorrência e acionou a Delegacia de Proteção Animal para apurar a autoria das agressões.
Informações divulgadas por moradores em redes sociais indicam que o porteiro que denunciou o caso teria sofrido ameaças por parte dos responsáveis pelos adolescentes envolvidos. Diante da gravidade do episódio e da sensação de impunidade, foi iniciado um abaixo-assinado que busca pressionar por mudanças na legislação brasileira, defendendo que crimes violentos contra animais tenham penas equivalentes às aplicadas em casos de agressões contra seres humanos.