
Investigação
Segundo o Ministério Público, o caso começou a ser investigado no final de 2022, a partir de denúncias anônimas encaminhadas ao Gaeco.
Na ocasião, os denunciantes relataram sobre um esquema criminoso envolvendo policiais militares nos bairros Paupina e Coaçu, especificamente na comunidade Pôr do Sol e no condomínio Residencial dos Escritores.
Conforme a denúncia, os policiais militares estariam recebendo propina de traficantes da região para evitarem a ação policial naquela área, permitindo o livre comércio de drogas na área.
"No decorrer da investigação, os indícios foram confirmados e o Gaeco ofereceu denúncia ao Poder Judiciário contra 16 policiais militares do Ceará envolvidos no esquema, por integrarem organização criminosa, valendo-se da condição de servidor público; corrupção passiva com causa de aumento; extorsão qualificada; e por colaborarem, como informantes, com grupo para a prática do crime de tráfico de entorpecentes", disse o Ministério Público.
O nome da operação, "Kleptonomos", tem origem no grego e significa “aquele que rouba a lei”, representando a ideia de servidores que usurpam a autoridade legal para impor regras próprias em afronta ao sistema de justiça.