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Armadilha criada por alunos de Potengi usa suor humano para atrair e matar mosquitos da dengue

A Armel, criada por estudantes, aproveita o circuito metálico da raquete que mata mosquitos e outros materiais que atraem os insetos. No primeiro teste, 18 mosquitos foram mortos em dois minutos

Publicada em 19/11/21 às 08:00h - 154 visualizações

por Isabela Queiroz, O Povo


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Armadilha criada por alunos de Potengi usa suor humano para atrair e matar mosquitos da dengue
Armadilha utiliza materiais que atraem os mosquitos  (Foto: Gustavo Simão/ Especial para O POVO)

Estudantes da Escola de Ensino Fundamental e Médio Menezes Pimentel, localizada no município de Potengi, desenvolveram uma armadilha para atrair e matar mosquitos transmissores de doenças. O projeto, de nome Armel, foi desenvolvido pelos estudantes Francisco Caíque e Elizabeth Nunes e será apresentado no Ceará Científico, mostra realizada pela Secretaria da Educação do Ceará (Seduc).

Em entrevista ao jornalista Farias Júnior da Rádio CBN Cariri, o aluno Francisco Caíque explicou que a armadilha combate aos mosquitos com base nos comportamentos físicos e bioquímicos das espécies sugadoras de sangue pertencentes à família Culicidae, como o aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

“Nosso projeto foi elaborado acerca de notícias veiculadas por jornais, principalmente do jornal O POVO, que apontou um aumento de cinquenta e um por cento dos casos de dengue no ano de 2021 e também por meio da análise de boletins epidemiológicos do Ceará”, disse.

Segundo a aluna Elizabeth Nunes, a Armel aproveita um circuito de armaduras metálicas da raquete mata mosquitos e outros materiais que atraem os insetos. “A gente utilizou o ácido lático contido no suor humano, que foi retirado de voluntários e destilado. Também utilizamos comprimidos efervescentes com água na temperatura de 12ºC. Nosso projeto tem ainda a coloração preta que acaba atraindo esses mosquitos”, explica.

Além disso, a estudante afirma que o objeto é de fácil reprodução e de baixo custo. “Nós gastamos em média R$ 30. A diferença do nosso projeto para a raquete normal é que trocamos a fonte da bateria para uma de 4,2 volts e uma chave para ligar/desligar, para que fique sempre ligada”, afirma.

O projeto foi desenvolvido em quatro dias. No primeiro teste, de acordo com Elizabeth, cerca de 18 mosquitos foram mortos em dois minutos. Segundo os estudantes, o objeto será replicado para utilização dos agentes de endemias nas áreas onde tem mais contaminação pelo mosquito da dengue no município.




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