
A revelação acontece em meio a uma escalada militar na região. Atualmente, uma frota americana está posicionada no sul do Caribe, composta por navios de guerra, submarinos e milhares de fuzileiros navais. Oficialmente, Washington afirma que a operação tem como objetivo combater o narcotráfico. Porém, analistas apontam que a presença militar serve também para pressionar o regime de Maduro.
Em resposta, no dia vinte e cinco de agosto, o governo venezuelano enviou quinze mil soldados para a fronteira com a Colômbia. O movimento foi considerado “militarmente ilógico” por especialistas, já que a ameaça vem do mar. A medida, segundo analistas, poderia ter como objetivo criar distração estratégica, apoiar o presidente colombiano Gustavo Petro — que enfrenta baixa popularidade — ou até abrir uma rota de fuga para Maduro em caso de colapso do regime.
Segundo reportagem publicada pelo site DefesaNet, a Operação Imeri teria duas alternativas de execução:
Ainda de acordo com a reportagem, parte da Marinha brasileira teria rejeitado a ideia, criando atritos internos nas Forças Armadas. O Itamaraty e o Ministério da Defesa negam que o plano tenha sido discutido.
A crise expõe o dilema do Brasil em um cenário internacional cada vez mais polarizado. De um lado, Estados Unidos, Europa e aliados ocidentais. Do outro, o chamado “Eixo da Resistência”, com países como Venezuela, Rússia, Irã e Coreia do Norte.
A Rússia já montou em Caracas uma fábrica de fuzis Kalashnikov, enquanto o Irã fornece drones militares usados pelo regime. Para especialistas, a estratégia é tornar uma possível intervenção americana cara e arriscada.
Enquanto isso, Maduro mostra sinais de fragilidade. Apesar de anunciar a mobilização de milhões de pessoas para sua milícia, a adesão popular é baixa. Imagens de indígenas se alistando com arcos e flechas foram motivo de piada nas redes, mas também indicam pressão sobre funcionários públicos para demonstrar lealdade.
Os Estados Unidos oferecem cinquenta milhões de dólares pela captura de Maduro — valor comparável ao colocado sobre líderes de organizações terroristas. Segundo análises, qualquer tentativa do Brasil de resgatar o líder venezuelano poderia gerar novas sanções econômicas e diplomáticas.
A rejeição dos militares brasileiros em participar de uma eventual operação sugere consciência sobre o peso dessa decisão. Afinal, a crise não é apenas sobre a Venezuela, mas sobre o futuro posicionamento do Brasil em um mundo dividido entre democracias e regimes autoritários.