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Mulher

A desconstrução da mulher como arma ideológica

A transmisoginia e o feminismo antimulher.

Publicada em 02/07/26 às 08:54h - 112 visualizações

Luísa Sofia


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A desconstrução da mulher como arma ideológica
 (Foto: Sovaco de Cobra)

Na atualidade, assistimos cotidianamente a manifestações da esquerda trans e feminista que em nome da igualdade de direitos está cada vez mais criando uma nova forma de preconceito e submissão da mulher ao ponto da própria palavra MULHER perder sua essência pelos ataques ditos avançados ou progressistas que em nome da luta contra a discriminação a fortalece sob um novo verniz ideológico.

O apagamento da palavra “mulher” traz riscos profundos, tanto simbólicos quanto práticos. Quando cartazes afirmam que “mulher biológica não existe”, quando datas tradicionais como o Dia das Mães são substituídas por termos genéricos, ou quando figuras públicas reduzem mulheres a “pessoas que gestam”, há uma erosão da identidade feminina. Isso não é apenas uma questão semântica: é um processo de invisibilização que fragiliza a luta histórica das mulheres por reconhecimento, direitos e dignidade.

🔹 Perigos da exclusão da palavra mulher

  • Apagamento histórico: a palavra “mulher” carrega séculos de luta contra opressões específicas. Substituí-la por termos neutros dilui essa memória.
  • Fragilização política: políticas públicas voltadas às mulheres (saúde, combate à violência, maternidade, mercado de trabalho) dependem de uma categoria clara. Se o termo desaparece, a proteção legal também se enfraquece.
  • Impacto cultural: a linguagem molda a percepção social. Retirar “mulher” da esfera pública transmite a ideia de que ser mulher não é uma identidade legítima ou digna de nome próprio.

🔹 Preconceito trans contra mulheres.  É importante reconhecer que o debate sobre gênero não pode se transformar em hierarquia de opressões. Quando discursos trans ou pró-trans negam a existência da mulher como categoria, isso se torna uma forma de misoginia reconfigurada.

  • Silenciamento: mulheres que reivindicam sua identidade são acusadas de “excludentes” ou “retrógradas”, quando na verdade estão defendendo sua própria existência.
  • Inversão de opressão: ao negar a palavra “mulher”, cria-se um ambiente em que mulheres precisam justificar sua identidade, enquanto deveriam estar protegidas por ela.
  • Conflito interno: o feminismo, que sempre lutou contra o patriarcado, passa a enfrentar também discursos que, em nome da inclusão, acabam por excluir as próprias mulheres.

Em síntese, o perigo está em transformar a mulher em uma categoria secundária ou invisível. A luta por inclusão não pode se dar à custa da exclusão de quem já carrega uma longa história de opressão. O caminho ético é reconhecer identidades diversas sem apagar a palavra mulher, que é central para a justiça social e para a memória coletiva.




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