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Paulo Diógenes e Raimundinha têm trajetória homenageada em filme com estreia prevista para 2024

Ficção “A Filha do Palhaço” encontra inspiração em aspectos da vida e da obra do artista cearense.

Publicada em 17/02/24 às 09:07h - 715 visualizações

João Gabriel Tréz, DN


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Paulo Diógenes e Raimundinha têm trajetória homenageada em filme com estreia prevista para 2024
Trajetória de vida e obra de Paulo Diógenes inspirou longa cearense A Filha do Palhaço, protagonizado por Démick Lopes  (Foto: Divulgação)

Aspectos da trajetória artística e de vida do humorista Paulo Diógenes — que faleceu na última quarta-feira (14), aos 62 anos — inspiram o filme cearense “A Filha do Palhaço”. Dirigido e escrito por Pedro Diógenes, primo de 2º grau do comediante, o longa é uma ficção que faz referências e homenagens ao artista e à célebre personagem Raimundinha. Ainda inédita comercialmente, a produção foi premiada no circuito de festivais e tem previsão de estreia para o primeiro semestre de 2024.

O projeto do longa — cuja trama acompanha Renato, um humorista (interpretado por Démick Lopes) que se apresenta em bares e casas noturnas como a personagem Silvanelly e precisa se reconectar com a filha adolescente (Lis Sutter) de quem se distanciou — acompanha Pedro desde, no mínimo, 2012.

Ainda que tenha sido fruto de diferentes inquietações, da morte do pai ao nascimento da filha, a ideia de Pedro de tratar sobre família, relações de intimidade e humor cearense a partir desse personagem específico sempre teve inspiração nas figuras de Paulo e Raimundinha

“Não fui criado muito próximo dele, mas sempre rolou a admiração de vê-lo na televisão, nos shows. De certa forma, quando eu era criança, minha referência de artista na família era o Paulo”, relembra em entrevista ao Verso.

“Quando surgiu a vontade de ter esse personagem, já foi completamente inspirado pelo Paulo. Pelo Paulo e pela Raimundinha”, avança o diretor. A dualidade é destacada por Démick Lopes. Pelo trabalho como Renato e Silvanelly, o ator ganhou prêmios em diferentes eventos, como Cine Ceará e For Rainbow.

“Li o roteiro inteiro e percebi o tamanho do desafio que ia ter pela frente, porque quando se pesquisa a vida do Paulo, você vê que são duas personas. Dando entrevistas, ele fala ‘a Raimundinha’, na terceira pessoa. São duas vidas. Isso pra um ator é bem desafiador”, disse o ator.

“Na vontade de fazer o filme, tinha a vontade de trazer esses dois personagens: o humorista que em cima do palco é muito engraçado, o centro das atenções, mas que atrás, sem a maquiagem e a fantasia, é uma pessoa com problemas, questões, dramas. Esse outro lado do humor, fora do palco, conheci muito por causa do Paulo”, explica Pedro.

REFERÊNCIAS DIRETAS

Na trama, Renato enfrenta não somente as complexidades da reaproximação com a filha, de quem se distanciou e não viu crescer, mas também questões com vício. “(O personagem) tem uma coisa com álcool e o Paulo assumidamente, enquanto homem público, falava sobre estar limpo há muitos anos”, ressalta Démick. 

Para a composição do personagem, o ator não chegou a conversar com Paulo, mas estudou o trabalho dele com humor nos anos 1990 e 2000. O comediante teve envolvimento “pontual”, como define Pedro, na produção, compartilhando referências para as equipes do longa.

“A gente procurou ele para conversar e entender um pouco mais, o pessoal de figurino foi conhecer o acervo dele. O maquiador veio de São Paulo para o filme, esse tipo de personagem não era algo que ele tinha muita familiaridade, então foi muito importante ter a Raimundinha ali para ele poder entender”, lista o cineasta.

“A caracterização da Silvanelly é a Raimundinha. Os enchimentos, aquele quadrilzão largo, é bem Raimundinha. A referência é direta”, acrescenta Démick. Há, ainda, outras referências menos explícitas, como a escolha do apartamento do protagonista — Paulo morou no local — e à menção à música “Sonhos de um Palhaço” — “ele sempre cantava quando acabava um show, é uma marca e um momento emocionalíssimo”, diz Pedro.

REAÇÃO DE PAULO

“A relação foi mais pontual durante o processo de feitura. Ele acabou se envolvendo mais com o filme — e eu posso falar até da nossa relação, também, a gente ficou mais próximo — na época de lançar”, afirma. Uma vez com a produção pronta e prestes a estrear em festivais, Pedro decidiu compartilhar a obra com o primo previamente. 

O cineasta conta que, como a obra não é um filme sobre Paulo, mas sim uma ficção que traz homenagens ao artista, ele teve receio de criar “falsas expectativas”. “A primeira vez (que ele assistiu ao filme) foi quando eu mandei para ele um link. Viram ele e a irmã dele (a professora e pesquisadora Glória Diógenes), antes de estrear. Lembro que ele ficou muito feliz”, compartilha.

Já a primeira exibição pública de “A Filha do Palhaço” que contou com a presença de Paulo ocorreu no For Rainbow. “Foi muito especial ele estar presente na sessão, depois teve longos aplausos para ele”, conta Pedro. “A sessão foi histórica, muito linda. Eu ficava olhando pra ele, tentando ver a reação. No final, quando ele veio me dar um abraço, estava bastante emocionado”, lembra Démick.

A proximidade estabelecida entre Pedro e Paulo, inclusive, rendeu um sonho compartilhado entre os primos. “A gente também conversava muito sobre a possibilidade de fazer um documentário sobre esse começo do humor cearense, como ele surgiu. De certa forma, o cinema aproximou muito a gente”, identifica o cineasta.

HOMENAGEM EM VIDA

Após passar por festivais por todo o Brasil — nos quais angariou diversos prêmios, inclusive de Melhor Filme por votação popular em mais de uma ocasião —, “A Filha do Palhaço” deve estrear, conforme os planos já estabelecidos, ainda neste primeiro semestre. A chegada da obra às salas após a partida de Paulo acrescenta nova dimensão ao momento.

“Ganha outra simbologia. Já era uma homenagem assumida, está lá nos créditos, foi feito para isso, para homenageá-lo. Ainda bem que conseguimos. De certa forma, dá uma felicidade grande poder ter homenageado ele em vida, ele ter visto o filme”, reflete Démick. Pedro ecoa o sentimento: “Fico feliz do Paulo poder ter visto esse filme, poder ter vivido um pouco essa experiência”.

Sobre uma possível “reconfiguração” do longa frente à partida de Paulo, Pedro reconhece que será algo que se dará “com o tempo, nas sessões”. “Vai ser um momento especial sentir como ele vai existir depois disso, o tanto que isso vai influenciar para quem vai assistir e carrega essa informação”, reflete o diretor.

“‘A Filha do Palhaço’ é uma mistura de muitas coisas, de vários desejos, e um deles atravessou a história do Paulo e da Raimundinha. Não é sobre isso, mas ele se sentiu representado ali. É uma homenagem à Raimundinha, ao Paulo”, define Pedro.




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