Economia

Privatização da Eletrobras: uma jogada de mestre

Entenda a grande jogada do ministro Paulo Guedes.

Publicada em 15/06/22 às 04:36h - 87 visualizações

por Fábio Souza Tavares


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Privatização da Eletrobras: uma jogada de mestre
Evento oficial que concluiu a privatização da Eletrobras  (Foto: Alan Santos/Agência Brasil)

Ontem, terça-feira (14.06), um evento marcou oficialmente a privatização da Eletrobras. Ocorrido na B3 (Brasil Bolsa Balcão), a bolsa de valores oficial do Brasil sediada em São Paulo, o evento contou com a participação do presidente Jair Messias Bolsonaro, do ministro da Economia Paulo Guedes, grande articulador da privatização, e do ministro das Minas e Energia Adolfo Sachsida.

Enquanto dentro da B3 se comemorava essa grande jogada para a economia nacional, do lado de fora dezenas de manifestantes dirigidos por Guilherme Boulos (PSOL) protestavam. Para a grande maioria da esquerda, as estatais devem continuar como cabides de emprego para burocratas ganharem salários altíssimos para fazer política partidária.

Com a privatização da Eletrobras, uma grande vitória do Brasil e uma vitória pessoal de Guedes, o Brasil consegue três grandes feitos: capitalizar a União, assegurar o desenvolvimento do setor de energia elétrica e manter intacta e sob o comando e a propriedade estatal a parte mais lucrativa da empresa.

A privatização da Eletrobras ocorreu concomitante à criação de uma nova estatal que agrupará a Eletronuclear (que controla as usinas nucleares de Angra dos Reis) e a binacional Usina Hidrelétrica do Itaipu, já que ambas não foram privatizadas.

A privatização foi feita através da capitalização onde ações são vendidas na bolsa de valores. As ações foram definidas em R$ 42,00.

Incialmente, a União lucrou R$ 33,7 bilhões e, ao longo dos próximos anos, lucrará mais R$ 33,3 bilhões. Esse dinheiro será dividido entre três objetivos centrais: R$ 32 bilhões irão para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e serão usados para diminuir os reajustes das tarifas de energia elétrica e subsidiar políticas setoriais; R$ 25,3 bilhões irão para o caixa do Tesouro Nacional para fortalecer financeiramente a União; e R$ 9,7 bilhões serão investidos na revitalização das bacias hidrográficas em um período de dez anos.

Sobre a privatização, Paulo Guedes comentou: "Quando começamos o governo, conversamos sobre tudo isso. Temos que capitalizar e a União tem que receber o dela também. Tem a revitalização. É uma operação extraordinariamente complexa que foi terminada agora e mexe com todas as organizações da sociedade.




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