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Planalto recua após reação de Mendonça sobre delegado da PF

Policiais federais cedidos ao Judiciário seriam removidos, mas agora permanecerão no STF.

Publicada em 21/06/26 às 06:51h - 228 visualizações

Pleno News


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Planalto recua após reação de Mendonça sobre delegado da PF
Ministro André Mendonça  (Foto: Fellipe Sampaio/STF)
O Ministério da Justiça e Segurança Pública decidiu manter, ao menos temporariamente, os delegados da Polícia Federal cedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada após reclamações do ministro André Mendonça ao Palácio do Planalto sobre a possibilidade de perder um assessor de seu gabinete.

(Continua após a imagem.)


Segundo informações divulgadas pelo SBT News, a medida evita que o STF seja incluído entre os órgãos que precisariam devolver policiais federais à corporação. Integrantes do governo afirmam que a exceção tem como objetivo não prejudicar investigações em andamento.

A discussão ganhou força após o Ministério da Justiça iniciar, em abril, um movimento para trazer de volta servidores da Polícia Federal que atuam em outros órgãos. Nos bastidores, a iniciativa foi vista por integrantes da PF e do STF como uma possível tentativa de retirar o delegado Thiago Marcantonio Ferreira do gabinete de Mendonça.

Thiago atua como assessor do ministro desde 2025 e participa da análise de processos relacionados ao caso do INSS e às investigações sobre o Banco Master.

Além dele, outros quatro delegados da Polícia Federal estão cedidos ao Supremo e trabalham nos gabinetes dos ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Luiz Fux.

O Ministério da Justiça enviou ofícios pedindo o retorno de policiais federais cedidos ao Judiciário. A medida gerou reação nos bastidores, onde foi interpretada como uma possível tentativa de retirar o delegado Thiago Marcantonio Ferreira do gabinete do ministro André Mendonça, relator de investigações sensíveis.

O governo alegou que a iniciativa seguia uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reforçar o efetivo da Polícia Federal. Já a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) contestou a justificativa e afirmou que o número de delegados cedidos é pequeno em relação ao total da corporação.




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