
A ida de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA, a convite da Casa Branca, para reunião com o presidente Donald Trump, desnorteou a esquerda brasileira e abalou até mesmo a narcoeconomia.
Em entrevista à CNN Brasil na última sexta-feira (29.05), a desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Ivana David, aparentando preocupação com as narcofacções e nenhuma com a grande parcela da população que mora em territórios controlados por elas, disse que o preço da cocaína subiu logo após os EUA declararem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
"Nas trocas de informações, da inteligência e da contrainteligência - a investigação não para - já sabemos que o preço da cocaína subiu. Quanto mais dificuldade, obviamente, a droga vai ficando mais cara", disse a desembargadora. Essa é a primeira vez que vi uma representante de um tribunal brasileiro preocupada com a inflação no mundo das drogas. A que lamentável ponto chegamos!
Ao mesmo tempo em que a desembargadora se preocupava com a classificação das facções como terroristas, a deputada petista Gleisi Hoffman, tão histriônica quanto seu parceiro conjugal petista Lindbergh Farias, mostrava semelhante preocupação sobre as declarações de Flávio Bolsonaro sobre a decisão do governo estadunidense após a sua reunião com Trump no Salão Oval. Segundo ela, Flávio não tem nenhum interesse em combater o crime.
Dissociada da realidade, Gleisi falou: "Olha, quem está atuando para favorecer o crime organizado é ele, Flávio Bolsonaro. Porque se ele quisesse mesmo transformar o PCC e o CV em organização terrorista, ele tinha feito no governo do pai dele. Eles ficaram quatro anos e nunca articularam com os americanos para fazer isso".
Gleisi "esqueceu" de dizer que foi durante o governo Bolsonaro que os sinais dos presídios federais de segurança máxima foram bloqueados impedindo a comunicação dos chefes das organizações criminosas com o mundo externo. "Esqueceu" de dizer também que foi no governo de Bolsonaro que acabou o diálogo entre Poder Executivo federal e o crime organizado, como falou o então tesoureiro do PCC Elias Maluco que, reclamando da postura agressiva do então governo brasileiro contra o narcotráfico, deixou escapar que com os governos do PT existia diálogo com o PCC, diálogo "cabuloso".
A decisão do governo Trump assinada pelo Secretário de Estado Marco Rubio deixou a esquerda atônita. E não à toa. Basta lembrar que este governo Lula foi o primeiro de toda a História da República a receber em dois ministérios uma representante do narcotráfico, Luciane Barbosa Farias, a "Dama do Tráfico" no Amazonas. Afinal, Lula foi categórico em afirmar que estava muito triste porque "os nossos traficantes" foram classificados como terroristas. Só "esqueceu" de dizer que os traficantes não são nossos, mas dele.
Quem conhece um pouco mais da nossa História sabe que a esquerda está na origem das facções no Brasil. Fato.