
A ex-presidente nacional do PT, ex-ministra de Dilma e Lula, pré-candidata ao Senado paranaense e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) perdeu, na Justiça do Paraná, ação que moveu contra o advogado Jeffrey Chiquini. O próprio advogado comunicou a decisão em suas redes sociais.
Na ação, a petista pedia a retirada de um vídeo publicado por Chiquini, uma indenização de R$ 30 mil e a proibição dele falar em seu nome. O juiz proferiu a sentença indeferindo tais pedidos, pois o advogado falou apenas o que era de conhecimento público, ou seja, não mentiu nem inventou.
No vídeo, Chiquini fala do envolvimento de Gleisi no esquema de propina da Odebrecht onde seu nome aparecia como Amante. (Lembro também que Narizinho era outro codinome da deputada). O advogado também relembra o fato de Gleisi ter sido alvo da denúncia de corrupção sobre R$ 100 milhões desviados.
À época da denúncia e de seu envolvimento na corrupção da Odebrecht - hoje Novonor -, Gleisi era casada com o ministro do Planejamento de Lula, o petista Paulo Bernardo, responsável por desvio de dinheiro nos fundos de pensão dos servidores públicos federais. O fato de seu nome aparecer como Amante na lista de propina da megaempreiteira se deu pelo caso caliente que teve com Alexandre Correa Romano, advogado da empresa, em um hotel de luxo nos Alpes suíços.
Já em outra ação, Gleisi saiu vitoriosa. Essa, julgada no Distrito Federal, condenou o deputado federal Gustavo Gayer (PL-DF) a pagar R$ 20 mil de indenização e a fazer uma retratação pública.
Essa ação é relativa ao fato de Gayer, quando Lula disse que tinha colocado Gleisi como ministra das Relações Institucionais meramente por ser bonita, ter ironizado, a partir da fala do chefe, perguntando se a intenção do presidente seria patrocinar um trisal entre Gleisi, Lindbergh Farias (PT-RJ) e o presidente do Senado Davi Alcolumbre (UB-AP). Embora a fala de Gayer tenha estrita conotação política, o juiz da ação julgou como sendo misógina.
Assim, Gleisi ganha no caso trisal. Por outro lado, continuará como Amante em seu currículo político e sexual.