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A VERGONHA PÚBLICA DAS FORÇAS ARMADAS

VEJA O VÍDEO.

Publicada em 04/05/26 às 06:46h - 254 visualizações

Fábio Souza Tavares


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A VERGONHA PÚBLICA DAS FORÇAS ARMADAS
Em janeiro de 2025, o tenente-coronel Flávio Kauffmann chamou Lula de mentiroso e apoiador de ditaduras. Em abril de 2026, o deputado federal Van Hattem (NOVO-RS) chamou o comandante do Exército e seu assessor no Congresso de frouxos  (Foto: Fotomontagem/Fábio Souza Tavares)

Nunca na História deste país as Forças Armadas (FFAA) estiveram tão desprestigiadas e, podemos falar sim, desmoralizadas. Elas que eram odiadas apenas pela esquerda brasileira, ou seja, pela minoria da população brasileira, conseguiram ser odiadas pela maioria esmagadora do nosso povo, estando o Exército em maior descrédito.

Depois da vitória da coligação Lula-STF nas eleições de 2022, o então indicado ministro da Defesa José Múcio (PRD), ainda no governo de transição, pediu auxílio ao presidente Bolsonaro (PL) para convencer os oficiais escolhidos para comandantes das Forças Armadas assumirem os postos no novo (des)governo petista, pois estes não aceitaram a indicação. Bolsonaro assim o fez, ou seja, sem Bolsonaro seria difícil o novo presidemente indicar comandantes para a Marinha, a Aeronáutica e o Exército.

Durante o terceiro mandato do petista, as FFAA foram desmoralizadas publicamente, principalmente o Exército que passou até mesmo o vexame de distribuir pão com mortadela para invasores do MST em evento oficial esvaziado do presidente da República. Sob a maior farsa da História do Brasil, o inventivamente surrealista golpe de 8 de Janeiro - uma "tentativa" que fracassou porque teve como armas bíblias, sorvetes, pipoca e um batom -, generais foram condenados sem o devido processo legal e o comando da Arma covardemente se calou.

Na última quarta-feira (29.04), um acontecimento inusitado dentro do Congresso Nacional trouxe à baila a situação do Exército e, consequentemente, das FFAA, uma vez que não se pode separar uma Arma das demais.

Logo após uma sessão da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, o general Emílio Ribeiro, assessor do comandante do Exército no Congresso Nacional, em uma atitude de arrogância incontida, saiu de sua posição para tentar intimidar o deputado federal Van Hattem (NOVO-RS) após uma fala dura deste contra o general Tomás Ribeiro Paiva, o supracitado comandante.

Infelizmente para o assessor que pensou que o deputado ficaria constrangido e temeroso, Van Hattem deu uma resposta firme e não só disse que o general Tomás era frouxo como também era frouxo o próprio general Emílio, por defender o chefe. O parlamentar do Novo também desdenhou quando o assessor disse que o Exército estava muito bem. "Maravilhoso. Batendo continência pra ladrão", disse o gaúcho.

Van Hattem também disse que Alexandre de Moraes mandava no comandante do Exército, o que não foi respondido pelo assessor em confronto, levando àquele ditado "Quem cala, consente".

Em uma fala posterior no parlamento, Van Hattem denunciou a atitude inconsequente do assessor do comandante e a oposição pediu afastamento de Emílio da função de chefe da assessoria do comando do Exército no parlamento.

A resposta contundente de Van Hattem viralizou nas redes sociais e relembrou a resposta que o tenente-coronel Flávio Kauffmann, veterano da Força Aérea Brasileira (FAB), deu a Lula pela bronca pública que o descondenado deu na Aeronáutica após um piloto supostamente atrasar 4 horas para levar o presidemente a um hospital em São Paulo. Na ocasião, ato esvaziado contra o inexistente golpe do 8 de Janeiro, Lula fez a reprimenda diretamente voltado para o tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, comandante da força aérea nacional.

Dias após a fala lamentável do presidemente, o tenente-coronel Flávio Kauffmann deu uma resposta que até as paredes da FAB tremeram. O oficial da Aeronáutica disse que esperou uma resposta do próprio comandante da Arma para Lula, mas que, em não acontecendo, pensou, no benefício da dúvida, que o tenente-brigadeiro assim não o fez por agir como aquele convidado que vendo o anfitrião bêbado desandar a dizer besteiras, preferiu retirar-se do ambiente.

Com uma fala concisa e eloquente, o tenente-coronel disse que a FAB tem muitas obrigações essenciais e, que por isso, não pode ficar à mercê da vontade pessoal de Lula. Ele cita vários exemplos do que a Força Aérea Brasileira fez durante essas 4 horas da espera reclamada pelo presidemente, assim como cita vários fatos lamentáveis, que aconteceram nesse pequeno espaço de tempo, por incompetência do governo federal.

"Senhor presidente, deixe-me lhe informar uma verdade que os atuais comandantes militares e os áulicos palacianos não lhe dirão: os homens e mulheres integrantes da Força Área Brasileira seguem um rígido código de conduta moral. Não gostam do senhor nem se alinham com mentirosos nem com aqueles que adulam ditadores ou terroristas. As Forças Armadas só lhe obedecem por estarem cumprindo o regulamento que as subordinam ao governo escolhido pelo povo, considerando que o senhor tenha sido. Torça para que todos demorem a perceber que seu governo talvez não represente a maioria da sociedade. Até lá, conte com o transporte vip da Força Aérea, ainda que atrasado", conclui Flávio Kauffmann. 




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