
Na noite de ontem (04.02), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, abrir sindicância contra o ministro Marco Aurélio Gastaldi Buzzi após, no dia anterior, três ministros levarem ao presidente do Tribunal, o ministro Herman Benjamin, uma denúncia de assédio sexual.
A sessão oficial do pleno da Corte, que é composto composto por 33 ministros, atrasou 50 minutos porque os 15 magistrados mais antigos se reuniram antes para deliberar sobre a sindicância posteriormente votada. A proposta aprovada pelo pleno, além da sindicância, que proporá aposentadoria compulsória para Marco Buzzi, os ministros decidiram pelo imediato afastamento dele.
Antes de chegar ao pleno do STJ, o caso já se encontrava no STF que conduzirá um inquérito que tem como relator o ministro Nunes Marques. o Caso foi denunciado pelos pais da jovem de 18 anos que acusa o ministro de assediá-la. O depoimento da mãe da garota foi ouvido pelo corregedor-geral do STJ, o ministro Mauro Campbell Marques e foi acompanhado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal.
Natural de Timbó/SC, Marco Buzzi, de 68 anos, ingressou na magistratura em 1982 e foi desembargador de Santa Catarina até ser indicado pela então presidente Dilma Rousseff ao STJ. Sua conduta é apontada pelos colegas como técnica e conciliadora.
O ASSÉDIO
Segundo a denúncia, o assédio aconteceu no dia 9 de janeiro, durante o recesso do Judiciário, quando os pais da jovem, amigos do ministro, estavam na casa de praia dele. O crime aconteceu, segundo relato, quando a garota entrou na água para tomar banho. O ministro, que lá já se encontrava, tentou agarrá-la três vezes a deixando desesperada, pois não entendia como uma amigo da família poderia fazer aquilo. Segundo ela, Marco Buzzi estava visivelmente excitado.
OS JULGAMENTOS
Enquanto o inquérito administrativo correr[a no STJ, o inquérito criminal correrá no STF, uma vez que Marco Buzzi, por sua condição de ministro, tem foro privilegiado.