
Estamos vivenciando uma época de inversão de valores no País. Enquanto o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master que deu um prejuízo de R$ 12,2 bilhões vendendo carteiras de crédito falsas, é libertado, um ex-presidente está preso por um golpe que nunca aconteceu e sem nenhuma prova que o ligue ao suposto crime, sequer um áudio ou um rabisco seu falando em tal intento.
Um país onde uma cabeleireira mãe de dois filhos e sem antecedentes criminais pega 14 anos de prisão por ter reproduzido uma frase de um ministro do STF com um batom facilmente removível e um narcotraficante torturador e homicida com pena de 16 anos sai liberto pela porta da frente de uma instância judiciária após uma audiência de custódia.
Em um país onde boa parte da Justiça se politizou e a ideologia sobrepujou a análise técnica, dizer a verdade é um perigo iminente e, se ferir o status quo dominante, pode virar crime inafiançável, já que inconstitucionalmente se estabeleceu no Brasil o CRIME DE OPINIÃO que demonstra o regime ditatorial da juristocracia instalada em nível nacional.
Nesse contexto, o radiojornalista Francisco Fabiano, da Tempo FM, foi condenado pelo simples fato de dizer a verdade. A verdade, antes fato inquestionável e documentalmente comprovado, nos dias de hoje virou um mero elemento sujeito à suprema subjetividade de quem a enquadra.
Fabiano faz, nesse momento, uma vaquinha para pagar às pessoas a quem supostamente provocou danos morais. Participar dessa campanha é exercer a solidariedade em nome da defesa da verdade. Por isso, nesta semana em que comemorarei o aniversário de 16 anos do Sovaco de Cobra, mesmo estando este que ora escreve tratando de questões de natureza familiar e profissional que merecem atenção prioritária, não poderia deixar de me posicionar e pedir ao nosso leitorado que, à medida do possível, participe dessa vaquinha solidária.
A mentira, o erro, o crime, a prevaricação e a negligência têm uma defesa em cada esquina. A verdade, muitas vezes, só pode contar com a solidariedade. Por isso, todo apoio a Francisco Fabiano!